Como desativar bombas

Sabe aqueles dias que a gente não lembra nem se fez xixi?
Pois bem, foi num dia desses que me dei conta que tô esperando um bebê (faltam 3 meses), tenho um ex bebê de 3 anos e um ex bebê-quase-pré-adolescente-meodeos-socorro de quase 9.

E foi nesse de quase 9 que eu comecei a analisar e ver que o tempo tá pasando. PP era um bebê sorridente (acho que ele foi o que mais sorriu quando pequetico), gordinho, esperto (andou no final do SÉTIMO mês) e foi falar com 2 (pra que falar se ele pegava tudo o que queria...?!).

Hoje, ele me dá lições de moral, me ensina a agir, arrebenta na sala de aula, participa de qualquer competição que aparece (sem saber se é bom ou não naquilo, o importante é competir), respeita os homosexuais como seres humanos (um orgulho danado disso) e tá apaixonado pela Yasmim (não! Ela não está por ele! Ela tem 12 anos e o quer como amigo, solamente). Ele? Entende isso numa boa e curte a paixão do mesmo jeito!

Mas o assunto é mais embaixo.

Férias de julho, PP foi passar uns dias na casa (ap) da vó. Um condomínio enorme, cheio de gente e muitas coisas pra fazer. Aaaah! Lá, onde mora a tal da Yasmim e o Hassan (menino-bomba).

O Hassan é dessas crianças que parado de boca fechada, seria contratado na hora pra tooodas propagandas da tv. Mas em movimento, Içami Tiba e Jojo desistiriam dele.
Ele não tem limites, não tem regras, não tem educação. Os pais são estrangeiros (não quero errar a nacionalidade, mas a mãe usa véu, como a Jade de O Clone) e a educação parece ser um tanto estranha.
O menino é lançado ao pátio do prédio lá pelas 9 e sabe Deus que horas ele volta pra casa... Ou seja, ele não sabe o que é certo e o que é errado. Por conta disso a única forma de interagir é lançando bombas. Não! Bombas não, vai, mas ele só interage batendo, arremeçando PEDRAS, chutando e empurrando.
E quem foi agredido?
PP
Só que a mãe do PP ensinou que violência gera violência e a melhor forma de resolver qualquer problema é conversando. A mãe dele também mostrou diversas histórias de violência que em nehuma teve um final feliz. E assim, PP não aprendeu a se defender.

 
E depois de 2 dias de tristeza (porque ele se sentia derrotado) surgiram diversas reações: O pai, disse: "Filhão, arrebenta ele. Se ele te bater de novo, não perde tempo." E o padrinho também palpitou: "PP, não espera ele te bater, já chega distribuindo! Quem esse homem-bomba pensa que é?!"

E eu sofri. Pôxa! Como autorizar meu filho a socar se eu preguei por 8 anos, NÃO BATA EM NINGUÉM!!?

Pois é... Eu incentivei, sim! "Va lá e bata nele, porque o se eu deixo você se defender do seu irmãozinho de 3 anos, você pode muito bem se defender desse moleque!"

Ok. O PP não começou a próxima briga, mas se defendeu. Bateu no Hassan e no final usou o zíper do blusão. Meu pai! Criei um monstro.
Aí veio o irmão mais velho (eles têm em torno de 6 e 8 anos) e os amigos do PP deram conta (eram 2) e pra não arrebentarem o menino-bomba² colocaram uma taturana na blusa dele (POR DENTRO).
Esse mundo está perdido!

Todos subiram, e o avô do PP, meu querido pai desceu e deu "aquela" comida de rabo. Aparentemente, meu pai desativou as bombas porque terminada as férias, PP disse que o Hassan era seu amigo.
Por isso eu rafirmo que a teoria do Não só pode ser bem vinda. É ensinando o Não que nossos filhos aprenderão. E onde há não, há o sim.
Basta ver que ao primeiro Não que o Hassan ouviu de um adulto, ele foi desativado.

E na consulta de rotina, comentei com o pediatra e sabe o que ele disse?
Pra não ficar maçante de mais, conto no próximo episódio. Opa!!! Post!


Um beijo e até.
Comentários
9 Comentários

9 comentários:

  1. jana eu lido com muitas bombinhas diariamente... sei bem q o poder da "falta de um Não na vida é capaz! heheheh Bjs e ótimo fim de semana!

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  2. Janaina!Que história!
    Igual a muitas, de crianças que conquistam seus espaços com o carinho dos pais.Que voce encontre sempre sabedoria.Gostei.Beijos

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  3. eu tambem tenho um filho de 08 quase 09, constantemente passo por isto principalmente na escola,bjos.

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  4. É...tb vi disso num condomínio que morei. Hoje, com filha já aos 16, as 'bombas' estão em outros lugares...! e haja coração!
    Abs. Marion

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  5. hehe... gostei da matéria! Realmente deve ser muito difícil ensinar os filhos o melhor caminho a tomar, até pq como mostrou sua histórias, às vezes isso é relativo. Mas sabe o que pra mim é fundamental? Ensiná-los no caminho de Deus e confiar que o resto é Ele quem faz!
    Bjinhos, fica com Deus!

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  6. Vou começar discordando de um monte de coisa...
    Mas antes de discordar porque nisso sou mestra vou falar o que falei/escrevi agora no blog da Pepa.
    Façam bulling, façam cobranças, me xinguem mesmo me amando mas eu so comento quando quero e principalmente quando posso.
    Porque querer eu quero sempre ne? Mas é tipo assim: quero ser rica, quero ser alta, quero ser magra, quero quero quero... mas nem sempre os meus "queros" se tornam realidade.
    bem...vamos voltar pra discordancia? (o que mesmo que eu ia discordar?)... ahhh...lembrei....
    Ensinar o filho a meter a porrada na bomba que ataca não é estimular a violencia. É ensinar o filho a se defender e se levar porrada ao menos deu porrada tambem.
    Porque a gente vive no nosso mundo de amor mas o mundo dos outros nem sempre é só amor.
    Então eu faço valer o ditado: Recebo uma rosa e devolvo um ramalhete. Recebo uma pedra ai eu estouro a pedreira toda.
    Por outro lado são crianças ne? e as vezes briga de criança é igual briga de marido e mulher, melhor a gente não se meter.
    Fim pra parte da discordancia.

    Inicio da parte curiosidade.
    Fiquei curiosa para saber o nome de PP.. Paulo Pimentel? Pedro Pontes? Pablo Picasso? Pietro Pires?
    Exigo urgente uma DM sobre isto senao irei pra cama pensando em tantos nomes e sobrenomes PP.

    Cabô o momento curiosidade e vamos pro momento indignação>

    Termina a novela, me preparo pra trabalhar e vejo que abri o blog e deixei pra ler depois. Me posiciono, me concentro e ai na finalização: No próximo episodio..opa proximo post?
    E se eu nao ler (lembra do meu reader?) e se eu nao souber o conselho do pediatra?
    Revoltei geral....

    Fim da indignação e vamos as explicações:
    Só comento em forma de novela em 300 capitulos, ou ata de reunião de condominio que dura 6 horas... então agora ja sabe porque sou a rainha de não comentar, de fama feita e reconhecida firma.
    Ufa.....
    cabei....
    beijosss

    margaret

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  7. Essa Marga é uma palhacita!
    Olha, concordo com o "dar e receber" e discordo totalmente com o "oferecer a outra face".
    Não quero que o Diogo seja daqueles que bate, mas não quero que apanhe. Por isso, conversando com o Daniel outro dia, chegamos à conclusão de que queremos que ele seja da turma dos neutros. Kkkkkkkkkkkk
    Mas como não é a gente quem decide isso, que inclusão e exclusão nas turmas é decidido pelos integrantes dessas mesmas turmas, vamos ensinar ao Diogo que se defender faz parte. No começo, diplomacia é o mais importante. Mas se não resolver, tem q bater sim. Não pode ser trouxa dos outros.
    Eu enquanto menina, nunca briguei na escola. Com outras meninas. Nos meninos eu batia. Quebrei uns 3 cabos de guarda-chuva (do Paraguai, tá?) na cabeça de um chato que queria me namorar. E dei uns chutes nas canelas dos malas que puxavam meu cabelão na fila do Hino.
    E eu era neutra.
    ;)

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  8. Pelo AMOR.. Preciso saber o que o pediatra disse...
    =)
    Meu PP (de pequeno mesmo) está numa fase difícil na creche-escola e me identifiquei com seu post. E acho que o que fortaleceu o seu PP foram as muitas personalidades preocupadas com ele - e o aconselhando - e a segurança que ele desenvolveu após ser amado e cuidado (inclusive com muitos 'nãos') ao longo desses oito anos.
    Amei, menina.
    Mas não demora pro próximo post, ok?
    Bjs,
    Nova seguidora: Jane.

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  9. Jana minha linda, sempre disse isso pros meus filhos também (ou melhor pro meu filho), a Gabi como era a segunda e sempre bem pequenina, aconselhei a correr sempre. rsrsrsr
    Mas meu filho me ouviu, até que entrou para a escolinha, ele com 4 aninhos e um colega maior que ele em tamanho decidiu que ia dar nele todos os dias, isso mesmo, TODOS OS DIAS.
    Um dia eu me obriguei e aconselhei, filho bate nele também.
    Ele levou um tempo até assimilar a ordem, lembro que a Prof. ficava muito brava com o menino que batia nele e dizia: Alvinho tu precisa reagir.
    E ele só respondia: UM dia Pro, um dia eu pego ele.
    E pegou mesmo, diz a Pro que deitou o menino no chão e bateu de tudo que foi jeito.
    Terminando a surra, olhou bem pra Prof e falou:Não me xinga, eu avisei que um dia eu ia dar nele mesmo.
    Nunca mais o menino bateu nele, e viraram amigos ainda.
    Às vezes não queremos ensinar a violência, mas filho ser saco de pancada ninguém aguenta.
    Ele continua sendo tranquilo e de boa, agora (na escola era uma pestinha), mas aprendeu a se defender do mundo e não adianta amiga é quando eles são pequenos que precisamos ensinar, porque o mundo lá fora não é bombom de chocolate não.
    Tenho certeza que o PP vai continuar sendo o menino doce que é, mas agora sabe que precisa se defender também e isso não tem nada de errado.
    Beijos

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