Mas o Taxista, Também Não Estava Lá

O post hoje saiu de Saint Bernaud e deste tempo em que vivemos e foi lá pra Itacaré na Bahia, em 2005.
 
Namorandinho com o Alê, saímos de férias do trabalho - sim, trabalhávamos no mesmo lugar, mesma área, mesma gerência e isso não tem nada a ver com o post - e fomos rumo à Bahia de todos os santos.
 
Era junho, quem é de lá pode confirmar, uma época de chuvas. Muita chuva! O guia que nos trouxe do aeroporto explicou que choveria muito e que se a gente precisasse, não era pra usar a santa casa local (único hospital de lá), em caso de urgência era melhor ir pra Ilhéus.
 
Ficamos numa pousadinha honesta, linda e com a melhor tapioca da face da Terra. Aliás Itacaré não tem lugar ruim pra comer, do luxo ao lixo, tudo é muito bom. A gente só saía à noite pra jantar.
 
E passamos o primeiro dia no quarto, dormindo um absurdo, porque na véspera tínhamos ido num casamento e saímos da festa direto pro aeroporto. Nos demais, também. Só chovia, água de dilúvio mesmo. Então, né...?!
 
Enfim. Cinco dias passados internados dentro do quarto. Muita chuva, a gente descansou, cansou, descansou, cansou... Sascoisa tudo!
 
No penúltimo dia, o sol apareceu. mas não o astro rei, o Sol do nordeste, um solzinho meia boca, mas pra gente que tava criando musgo no quarto... Saímos serelepes pela cidade, pra enfim conhecê-la.
 
Visitamos algumas praias, conhecemos algumas lojinhas de artesanatos e todos lugares disseram que nesta sexta, seria a quermesse de arrecadação de verba pra restaurar a igrejinha da cidade.
 
Como saímos naquele dia, fizemos amizade e resolvemos nos encontrar na pracinha, na tal da quermesse. Antes disso, fomos ao primeiro restaurante da cidade. Lugarzinho simples, bem simples, mas a comida... E pedi um Bobó de Camarão!
A quantidade é o suficiente pra alimentar minha família inteira, contando futuras noras e netos. mas comemos só nós 2.
 
E fomos.
A pracinha estava lotada, tinha um trio elétrico com uma banda de forró ou brega - gente, não sei, eu não entendo dessas coisas - e ficamos ali, sem entender, mas apreciando tudo.
 
Até que começa uma leve coceirinha na ponta do meu nariz. O tempo foi passando, não encontramos nossos novos amigos e o nariz foi coçando cada vez mais. Depois do primeiro espirro, lembrei: "Isso é alergia! Igual minha alergia a champignon!"
 
Já que eu sabia o que eu tinha, fomos à farmácia comprar o anti-histamínico. Mas a única farmácia da cidade estava fechada. O farmacêutico tava na quermesse. Ele abaixou a porta e deixou um recado pendurado.
 
 - Sendo assim, é melhor ir pro hospital! - Disse o Alê começando a se preocupar. E fomos atrás de um táxi pra nos levar pra Ilhéus - releiam o 3º paragrafo!
 
Não tinha taxista. E voltamos pra pousada, pra pedir socorro pra alguém.
Não tinha ninguém, só um funcionário da manutenção que nos informou que todos estavam na quermesse. Mas ele tinha o telefone do taxista. Caixa postal, provavelmente na quermesse também.
 
O tempo passando, minha respiração sumindo, glote inchada, começando a sentir torpor, então fui levada nos ombros do Alê, à pé, pra Santa Casa local.
 
Um lugar escuro, abandonado, de construção antiga e suja. Uma mulher me mediu, como se ela fosse a ex do Alê e chamou um açogueiro. Não, pera. Um enfermeiro com uma roupa tão branca quanto o uniforme dos meninos, no mês de novembro.
 
Olhou do mesmo jeito e nos encaminho caaaaalmamente até a sala do médico.
 
Enquanto eu ouvia duas mulheres em trabalho de parto - as únicas pacientes do local, inclusive - o medico tentava ouvir o que o Alê dizia, já que meu ar não era o suficiente pra falar nada.
 
Até ele prescrever uma injeção mágica - que eu não sei até hoje se era descartável - fiquei sabendo que ele se desculpava por não ouvir direito porque estava muito gripado. Tadinho, um homem de uns 45 anos, mineiro que morava na Bahia, pensem num homem caaaaalmo, devagaaaaar...


 
Melhorei em segundos, fiz exames depois que voltei de lá durante um ano - gente, pirei porque não vi o enfermeiro montando a medicação. Sei lá, até o guia que morava lá, não usava o serviço médico...
 
Enfim.
Esse é o episódio em que descobri que era alérgica à camarão! E que aprendi a andar com meu antialérgico no bolso.
 
Um beijo e até.

Lembra do Coelho Vintage?

E aí, gente fina, elegante e sincera?!
Hoje é dia de dica com faça você mesmo de Páscoa.
De lembrancinha de Páscoa, porque hoje em dia não tá dando pra comprar um ovo pra cada professora, né?!
Pelo menos aqui, sinto muito, prófis, não vai dar mesmo. Só que eu sou eternamente grata pela atenção e carinhos das professoras deles e então fiz uma pequena lembrancinha pra cada uma.
 
Usei:
1 potinho com tampa,
1 fita bonitinha,
1 pedaço de tecido,
1 pedaço de Bolo de chocolate,
Doce de Leite,
Brigadeiro,
1 Saquinho de gelinho/sacolé
1 Colherinha descartável
 
Assim:
 
 
O bom é que esse bolo não precisa ficar lindo. Só gostoso.
Porque o pouquinho de bolo que e coloquei dentro deve ser despedaçado, grosseiramente. Nível baby de dificuldade.
 
 
Daí começa a parte chata da coisa, só que não, só que talvez.
Só que não porque brigadeiro e doce de leite não quem não goste. Só que sim, porque eu coloquei uma colher cheia de cada um, mas com cuidado pra não "afogar o bolo" e pra que ficasse visível a diferença de cores.
(Minha máquina não coopera, mas dá pra ver, vai?!)
 
 
 
Fechei (na foto anterior dá pra ver a tampinha) e embrulhei com o tecido. Amarrei tudo e fim.
Mas olha a próxima imagem que tem detalhes explicadinhos.
 
 
Coloquei um cartãozinho vintage, porque o Papai Noel pode até tomar banho de banheira, tocar guitarra, mas Coelhinho será sempre vintage, né?!
 
 
Coloquei coelho vintage, ou Pàscoa vintage no google images, escolhi um, colei no Word e imprimi.
Não lembro a fonte porque guardei essa imagem ano passado, gente. Nem salvei. Se alguém souber, me avisa que eu ponho a fonte aqui.
(Ariane Catuzzo encontrou a fonte - Violeta Lilás Vintage - Brigada, Ari!)
 
 
Fofo, vai?!
O acabamento do tecido, eu fiz com tesoura de picote. Gostaram?
Gente, faz pra dar pras pros, pra sogra, pra manicure, pra mim! MUAH!
 
Um beijo e até!

O Coelhinho Não É Mais Aquele

Chateada com o Coelho da Páscoa, viu?
Quando ele trazia ovos pra mim, eram tantos bombons! Não lembro de brinquedos dentro, não?! Mas lembro de abrir o ovo e derrubar mais de meia dúzia de bombom no chão!!!
E tinha ovos de coelho grande! Coelho graúdo!
Eles ficavam em pé, porque tinham copinhos de plásticos pequeninhos pra se apoiarem. E aquele sim, era meu brinquedo! Fazer comidinha no copinho do ovo!!
Os ovos duravam até... O feriado de Corpus Christi! Também, era tanto chocolate!!!
Os ovos pequeninhos, eram raros e minha mãe comprava pra dar pras prôs! Ela investia mesmo no dia 15 de outubro.
Enfim!
Vieram as redes sociais, a China, o Facebook e os programas de culinária. Resultado: mulheres com dois braços esquerdos conseguem fazer ovos lindos, com uma decoração fina, digna de qualquer chocolatier em potencial.

Por que a mulherada resolveu assumir a nossa chocolândia? Porque os preços ficaram impraticáveis!
Os ovos ficaram do mesmo tamanho, mas muito mais leves! Diminuíram o chocolate e investiram num copinho com muito mais propileno.

Os brinquedos que nem são assim tão legais, pelo menos dos meninos que eu compro.
Um ovinho mixuruca, um copão desnecessário e um preço cobrado por kilates!

Daí as redes sociais, além de divulgar técnicas de ovos caseiros com forminhas chinesas de silicone e plástico resistente a altas temperaturas, difundi as dicas dos programas de culinária e também une um povo que não aceita os ovos como eles estão: caros, pequenos e injustos!

Alguém postou um ovo da Nestlé, simples, sem brinquedo, 500g por R$53,89 no face!!
Gente! Gente!!!! Esse é quase o valor que eu gasto de feira por semana, aqui em casa, pra CINCO pessoas!

Não me contive e entrei em contato com a marca, porque alguém pode me dar um norte. Eu não consigo ver nada que justifique tamanho exagero no preço. Mesmo que o ovo fosse feito de tomate, não justificaria. Não mesmo.

Eles me responderam, prontamente assim:


Ainda não me satisfiz. Ainda não aceito que os preços sejam sugeridos e pronto.
"Eu sugiro que você venda meu ovo por 10 reais. mas se for vender a 50, eu não ligo por ter muitos  consumidores indignados e que não vão comprar."
Nãaaaao... A Nestlé que eu conheço, que eu cresci consumindo não pensaria assim...
Pensaria?!
 
Como diz na mensagem, minha observação foi encaminhada à área responsável. E eu espero que essa área seja tão prestativa quanto ao SAC, porque eu estou bem tentada a fazer meus próprios ovos, já que eu descobri que não precisa ser coelho e nem a Nigella pra fazer ovo de Páscoa.
 
E por aí?
A indignação fez vocês se mobilizarem, ou ainda compensa pagar tão caro?
Conta aqui!
 
Um beijo e até.
PS: Área Responsável da Nestlé, não deixe de nos responder, é importante pra nós, mães consumidoras há anos da marca.
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